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> <channel><title>Blanca Odontologia &#187; quimioterapia</title> <atom:link href="http://www.blancaodontologia.com.br/topico/quimioterapia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.blancaodontologia.com.br</link> <description>Clínica Odontológica Brasília/DF</description> <lastBuildDate>Wed, 22 Sep 2021 19:18:00 +0000</lastBuildDate> <language>pt-BR</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>https://wordpress.org/?v=4.0.38</generator> <item><title>Pacientes Podem Realizar Implante Dentário Após Tratamento de Câncer?</title><link>http://www.blancaodontologia.com.br/pacientes-podem-realizar-implante-dentario-apos-tratamento-de-cancer/</link> <comments>http://www.blancaodontologia.com.br/pacientes-podem-realizar-implante-dentario-apos-tratamento-de-cancer/#comments</comments> <pubDate>Mon, 10 Nov 2014 22:24:38 +0000</pubDate> <dc:creator><![CDATA[blancaodontousuario]]></dc:creator> <category><![CDATA[Odontologia no tratamento de câncer]]></category> <category><![CDATA[laserterapia]]></category> <category><![CDATA[oncologia]]></category> <category><![CDATA[quimioterapia]]></category> <category><![CDATA[radioterapia]]></category> <category><![CDATA[tratamento de câncer]]></category> <category><![CDATA[tratamento oncológico]]></category> <guid
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rel="nofollow" href="http://www.blancaodontologia.com.br">Blanca Odontologia</a>.</p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Quando o paciente inicia o tratamento quimioterápico é necessário passar pelo dentista para realizar uma avaliação e saber se é possível fazer um implante dentário</strong></p><p>Levar a vida de maneira similar àquela que se tinha antes do diagnóstico de câncer é a forma ideal de enfrentar a doença, desde que observados eventuais cuidados prescritos pelo médico assistente. No caso de intervenção odontológica, em especial do implante dentário, há boas chances do procedimento ser realizado mesmo após o tratamento oncológico.</p><p>De acordo com Dr. Gustavo Maluf, dentista dedicado à odontologia oncológica, quando o paciente inicia o tratamento quimioterápico deve ser encaminhado ao dentista para realizar uma avaliação, independente de sintomas. “O objetivo é remover eventuais focos de infecção que podem oferecer riscos diante da queda imunológica, natural no tratamento do câncer. Aqueles que já se encontravam em processo de implantação dentária e pessoas que necessitam iniciá-lo terão seus casos analisados criteriosamente para verificar se estão aptos ao procedimento cirúrgico. Se houver necessidade de realizar implantes, é preciso esperar a conclusão do tratamento oncológico”, afirma.</p><p>O Que Observar &#8211; A quimioterapia administrada antes e depois da instalação dos implantes afeta significativamente o sucesso dos mesmos. No caso da radioterapia realizada em um período de 2 a 6 meses próximos à instalação dos implantes ou, passado alguns anos, as chances de insucesso são altas. O paciente pode ficar limitado a não utilizar implante pelo resto da vida, contudo, dependendo do resultado da avaliação do especialista, poderá ter chances de realizar o implante. Pode ocorrer no paciente, além da perda de implante, a chamada necrose óssea – lesão irreversível proveniente da radiação, que chega a atingir 15% dos pacientes.</p><p>Aqueles que receberam quimioterápicos oriundos dos bifosfonatos têm um grande risco de desenvolver necrose nos ossos da maxila e da mandíbula. “Os bifosfonatos ficam por muitos anos no organismo e não são utilizados somente em quimioterapia, podem ser usados também em pessoas com osteoporose ou osteopenia”, alerta Dr. Maluf. De acordo com estudos científicos, a necrose nos ossos decorrente dos bifosfonatos chega a 12% e esses podem ficar limitados a colocação de implantes e a outras intervenções cirúrgicas odontológicas.</p><p>Para ter sucesso na instalação dos implantes em pacientes após tratamento contra o câncer é preciso muito cuidado e dedicação. “É necessário passar por um dentista com experiência na área, para que possa planejar e executar tais procedimentos, diminuindo assim as chances de complicações”, conclui o especialista.</p><p>* Mais sobre Dr. Gustavo Maluf Dr. Gustavo Maluf atua na área de Odontologia Oncológica. Mestre e especialista em Periodontia e Implantodontia, realizou estágio no Hospital AC Camargo (SP) e é credenciado em Laser pela USP. É referência no atendimento a pacientes em tratamento de câncer antes, durante e após quimioterapia e radioterapia de cabeça e pescoço. É professor em cursos de pós-graduação.</p><p>&nbsp;</p><p>Fonte: http://www.dfagora.com.br</p><p>O post <a
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isPermaLink="false">http://www.blancaodontologia.com.br/blanca/?p=52</guid> <description><![CDATA[<p>A mucosite é uma reação tóxica inflamatória que afeta o trato gastrintestinal da boca ao ânus, que pode ocorrer por exposição a agentes quimioterápicos (quimioterapia) ou radiação ionizante (radioterapia). Na cavidade oral esta toxicidade sobre as células epiteliais, levam à ...</p><p>O post <a
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rel="nofollow" href="http://www.blancaodontologia.com.br">Blanca Odontologia</a>.</p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>A mucosite é uma reação tóxica inflamatória que afeta o trato gastrintestinal da boca ao ânus, que pode ocorrer por exposição a agentes quimioterápicos (quimioterapia) ou radiação ionizante (radioterapia). Na cavidade oral esta toxicidade sobre as células epiteliais, levam à descamação. Como a reposição celular está comprometida devido ao tratamento oncológico, ocorre exposição do tecido conjuntivo subjacente, aonde se localizam vasos sanguíneos, vasos linfáticos e feixes nervosos; desencadeando dor intensa, ulcerações, dificuldade de alimentação e fala. Estas complicações exigem um uso de maior quantidade de antibióticos, aumento do período de internação e aumento do risco de bacteremia, ou seja, infecções. Na presença de neutropenia, a mucosite severa também pode predispor os pacientes à septicemia (infecção generalizada). A mucosite severa parece estar associada a um aumento da incidência de bacteremia e mortalidade. A associação da mucosite com a bacteremia mostra a importância da boca como sentinela para mudanças clínicas em outros órgãos.</p><p>A presença do Cirurgião Dentista no preparo do paciente para o tratamento oncológico, bem como sua colaboração no diagnóstico precoce e correto das manifestações orais, podem contribuir positivamente para o sucesso do tratamento multidisciplinar do paciente oncológico.</p><p>A mucosite ocorre com freqüência em pacientes submetidos ao tratamento oncológico para os diversos tipos de tumores do trato gastrointestinal (boca, estomago, cólon, reto, etc) e leucemias. Os de maior risco são aqueles submetidos ao transplante de medula óssea. Algumas condições orais podem ser consideradas de risco para complicações infecciosas como: cálculos salivares, raízes residuais, abscessos periapicais crônicos, dentes cariados, restaurações infiltradas, doença periodontal e aparelhos protéticos. Colonização bacteriana e fúngica de cálculos dentais, placa bacteriana, polpa dental, restos radiculares, bolsas periodontais, lesões de periápice e próteses removíveis constituem um reservatório de organismos patogênicos e oportunistas que podem desencadear infecções durante episódios de imunossupressão ou neutropenia.</p><h3>Como saber se estou com mucosite?</h3><p>Os sinais e sintomas mais precoces da mucosite oral incluem eritema (vermelhidão) e edema (inchaço), sensação de queimação, e um aumento da sensibilidade a alimentos quentes e condimentados. A mucosite inicia-se de 2 a 10 dias após a quimioterapia ou após 10 dias de radioterapia de cabeça e pescoço.</p><p>Clinicamente a mucosite apresenta-se como um eritema, ardência bucal, lesões ulcerativas (feridas) às vezes sangrantes, comprometendo principalmente lábios, língua, mucosas, gengivas, garganta, qualidade da saliva e da voz, dor, dificuldade em deglutir, incapacidade de se alimentar. Esses sintomas podem desencadear alterações psicosociais como depressão e estresse tornando os pacientes mais vulneráveis a efeitos adversos como ansiedade e necessidade de terapia com morfina durante o tratamento.</p><p>Ocorre em 75% a 100% nos casos de transplante de medula óssea e leucemias. Na maioria delas apresenta-se da forma mais grave.</p><h3>Quem pode ter mucosite?</h3><p>A mucosite é mais comum nos pacientes que necessitam de transplante de medula óssea. Ocorre também nos tratamentos oncológicos que necessitam de altas doses de quimioterapia como os tumores do aparelho digestivo (da boca ao ânus, por exemplo estômago e cólon), leucemias e câncer na região de cabeça e pescoço com indicação de radioterapia.</p><p>A dose e o tipo de quimioterápico são considerados. Alguns possuem maior maior capacidade de desencadear a mucosite.</p><p>A radioterapia de cabeça e pescoço tem uma incidência elevada de mucosite.</p><h3>Como prevenir a mucosite oral?</h3><p>Assim que você recebe o diagnóstico de câncer, a primeira coisa a fazer é perguntar sobre o tratamento:</p><ul><li>quimioterapia: quantas sessões, que drogas serão utilizadas, tempo de tratamento;</li><li>radioterapia: qual área será irradiada, dose total, número de sessões;</li><li>cirurgia: cuidados pós operatórios.</li></ul><p>Se recebeu o diagnóstico de leucemia, câncer de cabeça e pescoço ou no aparelho digestivo; a primeira coisa a fazer após falar com um oncologista sobre o seu tratamento é procurar um cirurgião dentista. Dê preferência àqueles que já trataram pacientes oncológicos, já que necessitamos de um profissional especializado.</p><p>Esse profissional fará uma avaliação da saúde bucal: presença de cárie, doença periodontal, tártaro, etc. Nessa fase é importante realizar uma radiografia panorâmica para verificar a presença de focos infecciosos. Após a eliminação de todos os focos infecciosos tem que haver uma recomendação de higienização e cuidados bucais gerais durante o tratamento oncológico.</p><p>A laserterapia diminuem a incidência e a gravidade da mucosite.</p><h3>Estou com mucosite. E agora?</h3><p>O tratamento efetivo para a mucosite é a laserterapia associada com colutórios. O que podemos fazer é somente diminuir os danos. Medicamentos contra a dor podem auxiliar e esta é a forma mais comum das instituições (hospitais, clínicas, etc) cuidarem do problema. Porém, nessa fase a laserterapia também pode ser utilizada com o objetivo de analgesia (diminuição da dor) e para diminuir a inflamação. Os resultados são melhores do que quando usamos somente medicamentos, e com a vantagem de não causar nenhum efeito colateral.</p><p>O acompanhamento de um cirurgião dentista é muito importante nessa fase, pois esse terá que indicar maneiras para uma higienização bucal que não cause um trauma maior mas que previnam a contaminação das feridas ocasionadas na mucosite. A contaminação dessas feridas pode causar uma infecção maior em qualquer parte do organismo, gerando febre e, em último caso, septicemia.</p><p>Caso deseje mais informações sobre o diagnóstico e tratamento para mucosite, queira por gentileza entrar em contato.</p><p>O post <a
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rel="nofollow" href="http://www.blancaodontologia.com.br">Blanca Odontologia</a>.</p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>O Dia Nacional de Combate ao Fumo é uma data importante para relembrar que o tabaco mata, e há a necessidade de acompanhamento odontológico por quem tem o câncer diagnosticado. O cirurgião dentista realiza a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das alterações bucais decorrente das terapias. O acompanhamento visa minimizar os riscos de infecção e melhorar a qualidade de vida do paciente.</p><p>&#8220;Não importa onde é a doença. O tratamento prejudica muito a mucosa bucal, por isso há a necessidade da assistência de um especialista&#8221;, diz Dr. Gustavo Maluf, especialista em odontologia oncológica.</p><h3>Oncologia e o Tratamento Odontológico</h3><p>É inaceitável a interrupção do tratamento, pois implica em risco para a vida do paciente. Por isso, o acompanhamento odontológico deve ser feito antes, durante e depois da quimioterapia ou da radioterapia. Segundo Maluf, o sistema imunológico comprometido por conta da doença e a higienização incorreta dos dentes pode colocar a perder tudo o que foi feito pela equipe médica. A falta de higienização faz com que as bactérias aumentem.</p><p>&#8220;Muitos medicamentos têm de 50% a 60% de chances de ocasionar problemas na cavidade bucal. Em casos sérios, essas úlceras podem ter até 2cm e com dificuldade para se alimentar, alguns pacientes chegam a perder 20kg, 30kg e precisam suspender o tratamento&#8221;, explica Dr. Gustavo Maluf.</p><h3>Os Números do Tabaco no Brasil</h3><p>A cada hora 23 pessoas morrem no Brasil com câncer advindo do uso do tabaco. O resultado disso são 200 mil mortes por ano. Esse é apenas um dos dados que o Instituto Nacional do Câncer dispõe sobre o uso prejudicial do cigarro.</p><p>Cerca de 90% dos casos de câncer no pulmão acontecem pelo tabagismo. Dos 10% restantes, um terço é de fumantes passivos. O vício ainda é responsável por 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer, como de boca, laringe, faringe e esôfago.</p><p>No Brasil, o câncer de pulmão é o tipo de tumor mais letal e também uma das principais causas de morte no país. Nas estimativas para o ano de 2010, válidas também para o ano de 2011, são esperados 28 mil novos casos de câncer de pulmão , sendo 18 mil homens e 10 mil mulheres Ao final do século XX, o câncer de pulmão se tornou uma das principais causas de morte evitável.</p><p>O post <a
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rel="nofollow" href="http://www.blancaodontologia.com.br">Blanca Odontologia</a>.</p> ]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <strong>Gláucia Chaves</strong></em></p><p>De modo geral, além da cirurgia, o tratamento contra o câncer pode envolver sessões de quimioterapia, radioterapia e transplante de medula óssea. Únicas maneiras de tratar a doença, os procedimentos são agressivos e provocam diversos efeitos colaterais. O paciente precisa lidar com incômodos que surgem em decorrência das sessões, como febre, cansaço extremo, perda de apetite e dificuldade para ingerir alimentos. Embora seja, muitas vezes, negligenciada por pacientes e até mesmo pela equipe médica, a boca também sofre com os efeitos dos medicamentos, e é uma parte do corpo que merece cuidados redobrados. Segundo Gustavo Maluf, especialista na chamada odontologia oncológica, visitas regulares ao dentista reduzem pela metade a severidade e a duração de úlceras bucais, comuns em pacientes com câncer.</p><p>Maluf explica que o objetivo principal do dentista que trabalha com médicos envolvidos nos tratamentos contra o câncer é prevenir infecções e outras possíveis complicações que colocam o paciente em risco. “Muitos medicamentos têm de 50% a 60% de chances de ocasionar problemas na cavidade bucal”, estima. Grande parte desses problemas é causada pela mucosite, uma reação tóxica inflamatória a agentes quimioterápicos ou radiação constituída por úlceras que surgem em grande quantidade e provocam dor intensa ao paciente — e que atingem 90% dos indivíduos em tratamento. “Em casos sérios, essas úlceras podem ter até 2cm”, completa. “Com dificuldade para se alimentar, alguns pacientes chegam a perder 20kg, 30kg e precisam suspender o tratamento.”</p><p>Com leucemia desde 2010, o estudante Lucas Godoy, 18 anos, sabe bem a importância das visitas regulares ao dentista. Os quimioterápicos fizeram com que aftas aparecessem na boca do rapaz. Mesmo com o incômodo, entretanto, ele confessa que só procurou o dentista quando os machucados evoluíram para úlceras. “Cheguei a ficar internado por causa de uma delas”, lembra. Lucas precisou ir ao hospital diariamente para cuidar dos ferimentos. “O dentista aplicou laser para que elas sumissem. Doíam bastante, principalmente as maiores.” Atualmente, o jovem está na fase de quimioterapia de manutenção, em que precisa tomar remédios de três em três meses. Mesmo assim, ele conta que não é incentivado a ir ao dentista regularmente. “Não vejo muitos médicos que recomendam isso sempre, mas acho que é por conta dos efeitos colaterais, que não aparecem em todo mundo.”</p><p>Uma vez que a interrupção do tratamento traz riscos óbvios para o paciente, Gustavo Maluf frisa que o acompanhamento odontológico deve ser feito antes, durante e após a químio e a radioterapia. Segundo ele, o sistema imunológico comprometido por conta da doença e a higienização incorreta dos dentes são o começo de uma perigosa bola de neve que pode colocar a perder tudo o que foi feito pela equipe médica. A falta de higienização faz com que as bactérias aumentem. Com as defesas do corpo debilitadas, os pacientes tornam-se, então, muito mais suscetíveis a infecções — com machucados que impedem a higienização correta da boca. “Metade desses pacientes corre o risco de ter septicemia, infecções generalizadas que levam a óbito”, alerta o dentista, que cita a xerostomia (falta de saliva) e a candidíase (popularmente chamada de sapinho) como outros efeitos colaterais comuns na rotina de pessoas em tratamento oncológico.</p><blockquote><p>“Não basta ter várias especialidades (atendendo o paciente), é importante que elas se comuniquem, que haja diálogo entre farmacêuticos, dentistas, psicólogos, oncologistas e demais profissionais”<br
/> Anderson Silvestrini, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica</p></blockquote><p><strong>Multidisciplinar</strong><br
/> Anderson Silvestrini, oncologista clínico do Grupo Acreditar e presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), diz que uma equipe médica multidisciplinar é indispensável durante o tratamento. “Não basta ter várias especialidades (atendendo o paciente), é importante que elas se comuniquem, que haja diálogo entre farmacêuticos, dentistas, psicólogos, oncologistas e demais profissionais”, reforça. Sem essa interseção, uma simples cárie não tratada pode se transformar em um abcesso (acúmulo de pus ao redor da raiz do dente) e, mais tarde, em uma infecção. Por isso, o primeiro olhar do dentista (preferencialmente, antes de o tratamento oncológico começar) deve ser minucioso para descartar cáries, gengivites ou feridas na boca.</p><p>Mais que minimizar o desconforto e evitar doenças decorrentes das complicações bucais, Silvestrini salienta que um bom acompanhamento odontológico previne outras enfermidades que as pessoas nem sempre sabem que são ocasionadas por problemas bucais. “Além dos riscos de infecções do câncer, há o perigo de doenças cardiológicas, como a endocardite (inflamação de estruturas internas do coração)”, detalha. O médico explica que a prevenção e o acompanhamento constante da evolução do quadro dentário do paciente são feitos com a ajuda da laserterapia, tratamento em que as ondas de luz tratam as lesões e fazem com que os machucados sarem mais rapidamente.</p><p>Hematologista do Grupo Acreditar, Paulo Soares explica que até mesmo a força usada pelo dentista no trato com pacientes oncológicos pode influenciar os resultados da intervenção. “O tratamento do mieloma múltiplo, por exemplo, é feito com medicações que endurecem os ossos e acabam provocando uma destruição óssea”, diz. “Os pacientes podem ter a mandíbula destruída, porque os ossos enrijecidos ficam menos plásticos, com menor capacidade de mudança.” Por conta dessa fragilidade, chamada osteonecrose avascular da mandíbula ou ainda necrose asséptica de mandíbula, o tecido ósseo da cavidade oral fica exposto e torna-se infectado rapidamente. “O dentista tem que ser mais ‘conservador’ ao mexer na boca de um paciente com mieloma múltiplo”, resume. “Ele não pode fazer grandes procedimentos, pois o paciente pode perder a mandíbula.”</p><p>O aposentado Hamilton Souza Silva, 75 anos, luta contra o mieloma múltiplo e, por conta da medicação, sofreu com a exposição óssea na boca. Mesmo quando parou de tomar o remédio que causou a complicação, ele conta que um dente ficou infeccionado. “Fui ao dentista e ele achou melhor tirar o resto dos dentes também”, detalha. Desde o ano passado, quando o câncer reapareceu após um hiato de sete anos, Hamilton diz que não sabia da importância do acompanhamento odontológico na rotina dos tratamentos. “Só fui ao dentista quando comecei a sentir dor, mas nenhum médico me encaminhou direto”, alega.</p><p>Procurar um profissional sério, naturalmente, também é um fator decisivo para que tanto o tratamento odontológico quanto o oncológico seja eficiente. Um erro de interpretação fez com que um abcesso cervical de Joaquina Rosa Basílio, 57 anos, fosse confundido com um câncer. A feirante conta que tudo começou com tratamento de canal mal feito (retirada de um tecido na parte interna da polpa do dente). “Tive um abcesso enorme no pescoço, abaixo do queixo, e foi aquela correria, fiquei desesperada”, descreve. Após vários exames, o resultado da biópsia, negativo para câncer, alivou Joaquina. “O problema estava acontecendo há anos e não aparecia em nenhum exame. Quando realmente cresceu demais, os médicos descobriram que eram os dentes os causadores de tudo isso.”</p><p><em>Matéria publicada no Caderno Saúde do Jornal Correio Braziliense de 17 de janeiro de 2012.</em><br
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